Jean Wyllys deputado federal (PSOL-RJ)
O senhor tem uma trajetória política peculiar. Como a descreve? Primeiro, é importante que a gente enriqueça a nossa compreensão da política. A compreensão tradicional, de que a política é passada de pai para filho, através das capitanias hereditárias, é muito pobre. Há outros políticos que não vieram dessa tradição. A política não era algo ausente da minha vida. Eu venho do movimento pastoral da Igreja Católica, participei das comunidades eclesiais de base na minha cidade natal, Alagoinhas. Aos 18 anos, eu me mudei para Salvador e fiz vestibular para jornalismo. Lá, eu retomo o meu ativismo, mas no movimento gay (na época, não se chamava movimento LGBT). Como estudante, participei da organização das primeiras paradas gays de Salvador. Depois, quando me formei, levei esse ativismo político e pró-direitos humanos para a minha atuação como jornalista.